DIVULGAÇÃO/ABL
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Morre o jurista Evaristo de Moraes Filho aos 102 anos

Ele se dedicou ao direito trabalhista e ocupava a cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

22 Julho 2016 | 22h14

RIO - O jurista Evaristo de Moraes Filho, de 102 anos, morreu na noite desta sexta-feira, 22, no Rio de Janeiro. Ele ocupava a cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras (ABL). A causa da morte não havia sido divulgada até as 21h30 desta sexta. Seu corpo deve ser velado na sede da ABL, no centro do Rio. A entidade declarou luto de três dias.

Nascido no Rio em 5 de julho de 1914 e formado em Direito pela atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1937, Moraes Filho se dedicou ao direito trabalhista. Procurador do Trabalho, teve sua primeira lotação em Salvador e foi um dos responsáveis por instituir esse ramo do Ministério Público no Brasil.

Tornou-se professor da  UFRJ e foi um dos fundadores do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). Teve o cargo no magistério cassado pela ditadura após o Ato Institucional número 5 e chegou a ser detido em 1969.

Em 1984 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras na sucessão de Alceu Amoroso Lima. Casado, o acadêmico teve dois filhos, netos e bisnetos.

Moraes Filho era irmão do também jurista Antônio Evaristo de Moraes Filho, advogado criminalista que morreu em 1997. Ambos são filhos do jurista Antônio Evaristo de Moraes (1871-1939).

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