Morre quinto morador de rua em BH em 15 dias

Um quinto caso, em 15 dias, de assassinato de morador rua na Grande Belo Horizonte foi registrado hoje pela Polícia Militar. Uma mulher, aparentando ter 30 anos, e identificada apenas como Sandrinha, foi assassinada possivelmente a golpes de pedaços de telha durante a madrugada, no bairro Carlos Prates, região noroeste da capital mineira.Ela foi morta em uma rua sem saída, que costuma ser freqüentada por outros moradores de rua e usuários de drogas. De acordo com moradores da região, Sandrinha costumava permanecer nas localidades, atuando como guardadora de carros.Como nos outros crimes registrados, a Polícia Civil não acredita que as mortes estejam relacionadas à ação de um grupo extermínio e não vê ligação entre os assassinatos. O caso está sendo investigado pela Divisão de Crimes Contra a Vida (DCcV). Segundo o chefe da DCcV, delegado Elcides Guimarães, Sandrinha possivelmente foi morta durante uma briga com outro morador de rua, provavelmente uma outra mulher. A vítima tinha cacos de vidro nas mãos, que estariam sendo usados para sua defesa. A primeira ocorrência de assassinato contra mendigos na cidade foi registrada no dia 26 de agosto. O corpo de um morador de rua, identificado como Dênis e aparentando 33 anos, foi encontrado com os pés e as mãos amarrados dentro de um saco plástico às margens do Ribeirão Arrudas. Um dia depois, outro morador, conhecido por Roni, foi encontrado morto, com um tiro na cabeça, em um lote vago no bairro São Cristóvão, região nordeste da capital. No dia 28, a PM encontrou no bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana, o corpo de um mendigo. A suspeita é que ele tenha sido assassinado por outros moradores. No último sábado, um adolescente morreu depois de ser atingido por seis tiros um dia antes, quando dormia em uma kombi abandonada, no bairro São Gabriel, zona norte."Existem os cinco casos, mas nenhum deles tem ligação um com o outro", afirmou o delegado Guimarães.

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