Morre terceiro perito vítima de explosão na PF em Manaus

Grupo de sete peritos de Brasília vai investigar o que provocou o incidente

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo,

28 Fevereiro 2009 | 14h57

A Polícia Federal anunciou a morte do perito criminal federal Maurício Barreto da Silva Júnior, vítima da explosão que ocorreu ontem na sede do Serviço Técnico Científico da PF em Manaus. A informação foi divulgada pela PF e pela Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais. Maurício é a terceira vítima fatal da explosão. Também morreram os peritos Antonio Carlos Oliveira e Max Augusto Neves Júnior.   A PF ainda não sabe as causas da explosão. "Pode ter sido uma armadilha", disse Octávio Brandão Caldas Neto, veterano perito e presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.   "Provavelmente, pelo vulto da explosão, pode ter sido uma bomba camuflada em um cilindro apreendido que estava sendo analisado no laboratório", observou Brandão. O perito fala com cautela. "Nenhuma hipótese pode ser afastada agora. Tudo só vai ser esclarecido após uma perícia minuciosa no local", ressaltou.   Sete peritos com especialização em explosivos seguiram de Brasília para Manaus. Eles começarão a trabalhar tão logo cheguem ao Serviço Técnico Científico da PF no Amazonas. Há pressa na realização dos trabalhos porque se chover em Manaus o campo para a coleta de vestígios poderá ficar prejudicado.   O cilindro havia sido retido em uma agência dos Correios em Manaus. Havia suspeitas de que a embalagem contivesse drogas. O cilindro chegou a ser furado ainda nos Correios, para um teste preliminar, antes de ser transferido para a PF. "Se houvesse material inflamável, teria estourado", avalia Brandão. "Pode ter sido uma armadilha", ele reitera.   O local da explosão está isolado. A PF aguarda a chegada agora de um grupo de 7 peritos que embarcaram em Brasília com a missão de investigar o que provocou o incidente. Os peritos que seguem para Manaus tem especialização em explosivos.   Como foi       A explosão, que não foi seguida de incêndio, aconteceu "por volta das 17h30 (horário local), durante a realização de perícia técnica em equipamentos apreendidos em uma operação", segundo a PF. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, os policiais federais estavam trabalhando sozinhos no momento da explosão. O laboratório é normalmente utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos. Toda a estrutura ficou comprometida, segundo o comandante, e a área precisou ser completamente isolada. Ainda não se sabe que tipo de material os policiais estavam manipulando, mas na área existiam substâncias químicas diversas, algumas inflamáveis. Presos A carceragem da PF, que fica embaixo do laboratório, abrigava sete presos no momento da explosão. Cerca de duas horas depois do incidente, eles foram transferidos em um micro-ônibus para o Instituto Penal Antônio Trindade. O impacto da explosão afundou o teto do laboratório, mas agentes que estavam no local afirmaram que nenhuma outra parte do prédio da superintendência foi atingida. var keywords = ""; (Com informações de Liège Albuquerque)

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