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Morro da Chatuba, no complexo do Alemão, de luto por Moral

A morte do traficante conhecido como Andrezinho Moral, chefe do tráfico de drogas do Morro da Chatuba, que faz parte do Complexo do Alemão, na Penha (zona norte do Rio), repercutiu em outro complexo de favelas: o da Maré, também na zona norte. Durante quase toda a segunda-feira, comerciantes e ambulantes do Parque União e da Favela Nova Holanda foram obrigados a respeitar o luto imposto por marginais que dominam a região, integrantes da mesma facção criminosa de Moral, o Comando Vermelho.A imposição do luto pela morte de Moral, ocorrida numa troca de tiros com policiais militares na madrugada de domingo, é o motivo mais provável para o ataque a um baile funk da Chatuba, na mesma noite. O delegado-adjunto da delegacia da Penha, Haroldo Carvalho, disse que as investigações reforçam outra suspeita.Informações obtidas pela polícia indicam que comparsas de Moral decidiram disparar contra os freqüentadores do baile depois de a ordem para desligar o som não ter sido atendida imediatamente. "Nossas informações mostram que eram traficantes do próprio local tentando forçar os organizadores a obedecer o luto", disse o delegado, em referência à outra tese, que sustenta o tiroteio no baile como parte do embate com facções rivais do tráfico. O delegado Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil, sustenta a mesma tese e policiais do serviço reservado do Batalhão de Polícia Militar de Olaria têm dados que confirmam a suspeita.Andrezinho Moral foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste), no final da manhã desta segunda. O cortejo foi acompanhado por cerca de cem pessoas, a maioria mulheres. Algumas delas usavam uma camiseta com a foto do traficante e a frase "A sua falta será eterna, nunca o esqueceremos". Nas dezenas de coroas de flores, mais homenagens. Uma trazia saudações sob a assinatura de "grupo de apoio e comerciantes". Outra dizia: "Guerreiros não morrem, apenas mudam de lugar".

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