Morte cerebral de Michelle Staheli é ?questão de tempo?

O diretor-médico do Hospital Copa D?Or, João Pantoja, disse que a morte cerebral da americana Michelle Staheli é uma questão de tempo. Ele explicou que ela está, numa escala de 3 a 15, no nível mais grave de coma, que é o 3. Quando chegou ao hospital, no domingo, Michelle estava no nível 5, mas o quadro se agravou por conta do edema cerebral e agora ela não responde a qualquer estímulo dos médicos. A paciente só mantém função vegetativa.Michelle teve lesão grande no cérebro e isquemia (falta de sangue) no tronco cerebral, no cerebelo e na parte esquerda, justamente a responsável pelo raciocínio e a interação humana, entre outras funções. ?O que estou descrevendo para vocês é uma catástrofe?, disse Pantoja aos jornalistas. Ainda existe atividade cerebral, afirmou, mas o coma é irreversível. ?Existem neurônios funcionando ainda, mas a situação é extrema. Infelizmente, o resultado é questão de tempo.? O médico contou que, ao chegar ao hospital, Michelle tinha vários cortes no rosto, afundamento do nariz e dos ossos ao redor dos olhos, o que indica que ela foi agredida com um objeto não necessariamente cortante, mas que pode ter produzido cortes pela extrema força com que foi utilizado. Pantoja informou que peritos tiraram fotos de Michelle hoje para anexar ao inquérito. Ele disse que a polícia não solicitou testes na paciente, mas afirmou que o hospital dispõe de amostras, caso seja necessário. A polícia já informou que fará exame toxicólogico para saber se ela foi dopada.Hoje, quatro pessoas visitaram Michelle. O hospital não divulgou os nomes dos visitantes nem se eles eram parentes dela. Um irmão e uma irmã de Michelle estão no Rio desde terça-feira. Eles vieram do estado americano de Utah junto com os pais do marido dela, o executivo Todd Staheli, que morreu no ataque de domingo. O grupo tem se mantido afastado da imprensa.O corpo de Todd continua sendo embalsamado na Santa Casa de Inhaúma. Os funcionários informaram que o trabalho está levando mais tempo porque será embarcado para os Estados Unidos, onde será o enterro. A Santa Casa não deu previsão de quando o corpo será liberado. O Consulado Geral dos Estados Unidos, que está providenciando o traslado, também não deu informações. A Shell, empresa onde o executivo trabalhava, mantém um avião para levar o caixão e os familiares de Todd e Michelle para os EUA.Para ler mais sobre o crime na Barra da Tijuca: » Polícia quer impedir que filha de executivo deixe o País » Polícia quer impedir que filha de executivo deixe o País » Mercado não acredita em ameaças ao executivo americano » Estado da mulher do executivo choca os parentes » Parentes do casal americano chegam ao Rio » Empresário americano podia estar sendo ameaçado

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