Morte de Cássia Eller foi natural, conclui promotoria

A 5ª Promotoria de Investigação Penal concluiu nesta segunda-feira que a morte da cantora Cássia Eller foi natural e que não há qualquer indício de que tenha ocorrido um fato criminoso.Segundo a promotora Renata Maria Cabo, que pediu o arquivamento do inquérito, a morte da artista ?decorreu de múltiplas paradas cardiorrespiratórias? e que o atendimento médico ?foi realizado de forma técnica e adequada, não se vislumbrando hipótese de negligência ou imperícia.?Cássia Eller foi internada na Casa de Saúde Santa Maria, em Laranjeiras, na zona sul, no dia 29 de dezembro do ano passado, ao meio- dia, e morreu às 19h10, depois de sofrer três paradas cardíacas.A cantora chegou à clínica muito agitada, em estado de confusão mental, e se recusou a ser atendida. Um inquérito foi instaurado na 10ª Delegacia de Polícia, pois havia a suspeita de que a cantora teria morrido após ingerir bebidas alcoólicas e drogas, o que não ficou comprovado no exame de necropsia realizado pelo Institulo Médico Legal.A promotora Renata Maria Cabo entendeu que as circunstâncias envolvendo a morte da cantora e seu atendimento na Casa de Saúde Santa Maria, além dos depoimentos de médicos, amigos e familiares, foram suficientes para o inquérito ser arquivado.Cássia Eller tinha como companheira a estudante Maria Eugênia Vieira Martins, com quem vivia junto com filho Francisco Ribeiro Eller, o Chicão, de oito anos. A guarda provisária do menino foi dada a Eugênia pelo juiz em exercício da 1ª Vara da Infância e Juventude, Leonardo Castro Gomes.A decisão está sendo questionada na Justiça pelo pai da cantora, o militar reformado Altair Eller, que vive em Fortaleza. A decisão sobre a guarda permanente deve sair até julho.

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