Morte de colega paralisa trabalho de grupo contra a dengue

A maioria dos 16 funcionários da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), de Ribeirão Preto, que trabalham nas equipes de pulverizações de residências contra o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, não trabalharam hoje. Eles ficaram assustados com a possibilidade de que a colega de serviço, Rita Cândido de Souza Neves, de 53 anos, que morreu na noite de sexta-feira por infarto, tenha sido vítima dos inseticidas usados no trabalho. O diretor da Sucen, Maurício Botti, descarta essa possibilidade.Segundo Botti, os funcionários reclamaram, inclusive, que queriam uma máscara descartável para o auxiliar do pulverizador (função de Rita), responsável por abrir espaços nas casas para que o serviço seja executado. Atualmente, ambos usam o mesmo tipo de máscara, que cobre todo o rosto e dificulta a comunicação. "Mas é melhor para a proteção individual deles", diz Botti. Os boatos entre os colegas de serviço se intensificaram porque o corpo de Rita foi retirado do velório para outro exame, no sábado.A partir de amanhã, segundo Botti, os auxiliares farão o trabalho de abertura do caminho antes e o pulverizador entrará sozinho nas casas. Para amenizar mais a situação, Botti acrescentou que a família de Rita apresenta um quadro histórico de infartos. A preocupação dele é que o trabalho não seja interrompido, pois o serviço de bloqueio precisa continuar para evitar que novos casos de dengue sejam confirmados no verão.

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