Morte de Daniel pode estar ligada ao resgate em Guarulhos

O delegado da Seccional de Taboão da Serra, Romeu Tuma Júnior, disse hoje que o Santana azul encontrado em uma casa do Embu, onde supostamente Celso Daniel foi mantido em cativeiro, é de uma pessoa ligada a Cleiton Gomes de Souza, envolvido no resgate do presidio de Guarulhos, há dez dias, feito com um helicóptero. Tuma manteve um encontro reservado com o deputado federal Luis Eduardo Greenhalgh (Pt-SP), que declarou estar satisfeito com as investigações sobre a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Tuma não pôde dar mais detalhes sobre o veículo e seu dono, nem sobre as pessoas que serão interrogadassobre o caso. Só adiantou que pessoas a serem ouvidas, ainda hoje, são consideradas suspeitas. O delegado acrescentou ainda que, além das provas recolhidas há um pedaço de calça bege, que seria a cor da calça de Celso Daniel, no dia em que foi seqüestrado.Tuma explicou ainda que um perito que o acompanhou até a casa, disse que o carro estava rodando normalmente e que deveria estar sendo usado naquele dia do seqüestro, pois constantou que o óleo e a água do motor estavam limpos, indicando troca recente. Pediu também que os peritos do Instituto de Criminalistica, analisassem o conteúdo das garrafas de refrigerante encontradas no porta-malas do Santana azul, com líquido. Ele pretende saber se o líquido é um combustível e se ele foi utilizado para queimar uma blazer verde escura, encontrada no quilometro 299, da rodovia Regis Bittencourt, às 4 horas da manhã de hoje.O delegado disse que há outra peça de roupa que ele não soube identificar, mas que tem mancha de sangue, e que foi levada pelos peritos do IC. Na terra que a polícia removeu na garagem da casa, nada foi encontrado, mas amostras foram recolhidas para perícia. Entre domingo e segunda-feira última a casa permaneceu vazia, segundo testemunha de moradores.O deputado federal Luis Eduardo Greenhalgh (Pt-SP) disse hoje que está satisfeito com as investigações sobre a morte do prefeito Celso Daniel. "De todos os cativeiros estourados depois do assassinato, este é o que apresenta mais coincidências com o caso", comentou ele, após sair de um encontro reservado com o delegado Seccional de Taboão da Serra, Romeu Tuma Júnior. No encontro, o deputado pode observar algumas das provas colhidas na casa do Embu. Greenhalgh enumerou novas evidências, como o fato de terem sido encontrados um envelope com o timbre do Rubayat, onde Celso Daniel estava jantando antes do sequestro; e fios de cabelos brancos, explicou Greenhalgh."Se for constatada a ligação do cativeiro e do resgate de presos com o sequestro do Celso Daniel, ficará evidente de que o crime foi feito por profissionais especializados em seqüestro", respondeu ele, quando questionado sobre se as evidências não mostrariam que o crime era de origem política. "Mas ainda é cedo para se confirmar qualquer coisa", disse Greenhalgh, e salientou: "Saio daqui com a confiança de que podemos solucionar este caso".

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