Morte de desembargador do DF pode ter sido vingança

A morte do desembargador aposentado Irajá Pimentel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (DF), pode estar ligada a disputas judiciais por terras nos municípios de Cristalina e Luziânia, em Goiás.O envolvimento do desembargador na briga por duas fazendas nesses municípios reforça a suspeita dos policiais que investigam o caso.A Delegacia de Homicídios da Coordenação de Polícia Especializada do DF considera que as características do crime cometido na manhã desta sexta-feira sugerem que a ação teria sido premeditada.A Polícia já tem o retrato falado de dois suspeitos, mas até o final da manhã deste sábado ninguém ainda havia sido detido. Pimentel foi morto com seis tiros à queima roupa quando fazia uma caminhada com sua esposa, a juíza aposentada Heloisa Helena Duarte Pimentel.O corpo do desembargador foi enterrado neste sábado, no final da manhã, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.Desde sua aposentadoria no Tribunal de Justiça do DF, Pimentel vinha dedicando seu tempo a cuidar de suas fazendas, na região de Luziânia, e advogando para alguns amigos e para si próprio.O desembargador estava envolvido na disputa judicial por duas fazendas - a Planalto, em Luziânia, e a fazenda Samambaia, em Cristalina. Nos dois casos, o desembargador já havia conseguido decisões favoráveis na Justiça, num valor de cerca de R$ 2 milhões.

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