Morte de egípcio em navio no Pará está ligada ao antraz

A morte do egípcio Ibrahim SayedIbrahim, no último dia 11, dentro de um navio com a bandeiradaquele país que estava atracado em Porto Trombertas, no oestedo Pará, deixou as autoridades brasileiras em estado de alertaquanto a possibilidade dele ter sido contaminado pelo bacilo doantraz. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal RenatoChaves, em Belém, e as primeiras conclusões da autópsiaindicaram algumas anormalidades. O pulmão, pâncreas e cérebroforam afetados por intensa hemorragia. O antraz é uma bactéria que pode ser usada na guerrabiológica e como arma de terroristas.Ibrahim teria recebido um pacote na cidade do Cairo para serentregue no Canadá e pode ter sido contaminado ao manter contatocom o pó contido no interior da embalagem. Ele viajou de aviãodo Cairo para o Brasil, fez uma conexão em São Paulo e depoisseguiu para a cidade de Macapá (AP), onde se juntou à tripulaçãodo navio. Em Porto Trombetas, o navio estava ancorado no dia 11embarcando bauxita, quando Ibrahim, que era imediato docargueiro, passou mal, morrendo antes de receber atendimentomédico. O superintendente da Polícia Federal no Pará, GeraldoAraújo, disse estar aguardando o resultado da contraprova doexame feito por médicos do Instituto Evandro Chagas paraconcluir as investigações. O corpo do egípcio só será liberadodepois do resultado. Por prevenção, o corpo foi colocado em uma urna demadeira protegida por uma placa de aço. A bagagem dele tambémfoi lacrada e guardada numa dependência isolada da PF em Belém."Temos que checar direito a informação de que a vítima teriamanuseado a encomenda que recebeu no Cairo", resumiu opolicial. Hoje, o navio foi detido no Porto de Halifax, no Canadá.O porta-voz do Ministério da Saúde, Bob Foley, disse que ogoverno canadense foi alertado pela PF do Brasil sobre apossibilidade de o navio estar contaminado. Ele informou quenenhum tripulante da embarcação está doente.

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