Morte de estudante em Limeira segue sem explicação

A Polícia Civil ainda não sabe se o tiro que matou o estudante Elgim Tito Borges Júnior, de 22 anos, sexta-feira, no corredor do colégio técnico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em Limeira, durante um assalto a um posto bancário no interior da escola, partiu de uma arma dos policiais militares ou dos assaltantes. Quatro pessoas foram presas e um quinto envolvido, identificado. A PM chegou a cogitar a participação de Borges Júnior no assalto, porque ele correu pelo mesmo corredor que os bandidos em fuga. Mas a possibilidade está totalmente descarta, segundo o delegado seccional de Limeira, Aparecido Capello. O rapaz tentava fugir do tiroteio, foi atingido por um tiro nas costas e morreu no hospital de Limeira. O assalto ocorreu por volta das 11h30 de sexta-feira, quando quatro homens entraram na agência e renderam o gerente. A polícia foi chamada e os bandidos fugiram sem levar nada. Durante a perseguição, foram presos Odair Bezerra da Silva, de 22 anos, e Reginaldo Paulino de Araújo, de 27. Na sexta-feira à noite, a Polícia Civil deteve o vigia da escola, Dorival Júnior Hordt, de 26 anos, acusado de facilitar a entrada dos bandidos no prédio. Na manhã de sábado, foi preso outro acusado, Denilson Rodrigues Vieira, de 23 anos, que estava em São Paulo. Dagno José da Silva, o quinto suspeito, fugiu para o Rio de Janeiro, conforme Capello. Silva é o proprietário do carro utilizado no assalto, um Gol prata. Segundo o delegado, ele está com a arma usada pelos bandidos, um revólver 38. "Não sabemos se havia uma ou duas armas, além da que foi roubada do vigia. Mas todas seriam calibre 38", disse Capello. Ele disse que também não sabe o número de policiais militares envolvidos no tiroteio. "Vamos ter esse número amanhã, e requisitar que os PMs envolvidos apresentem suas armas. Por enquanto, é precipitado dizer de onde partiu o tiro que matou o estudante", disse o delegado. Ele comentou que o exame de balística poderá comprovar se o tiro saiu ou não de armas dos policiais, mesmo que as usadas pelos bandidos não sejam apreendidas. Mas não há previsão de quando o resultado da balística das armas dos PMs será divulgado, afirmou Capello. De acordo com ele, caso fique comprovado que um PM disparou o tiro que matou o estudante, ele deverá responder a inquérito criminal por homicídio doloso.

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