Morte de psicóloga tem 3º suspeito

Polícia procura acusado na Bahia; crime aconteceu em novembro

Elvis Pereira, O Estadao de S.Paulo

03 Julho 2009 | 00h00

A Polícia Civil identificou o terceiro suspeito de envolvimento na morte da psicóloga Renata Novaes Pinto, executada a tiros na porta de casa em novembro do ano passado na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. O acusado está sendo procurado na Bahia. Já estão presos Jorge Tarquilino da Silva e o auxiliar de produção Claudemir Rossi Marques, de 29 anos. Marques foi detido no dia 26 na Vila Laurita, em Guarulhos, em razão de um outro latrocínio. O rapaz confessou ter recebido R$ 2 mil de José Neudes Rodrigues do Prado, o Alemão, para transportar o assassino da psicóloga em uma moto até a rua onde a vítima morava. O garupa desceu, colocou uma mão na porta do motorista do Fiesta, disse "vai" para Renata e disparou três vezes. O motoqueiro negou que soubesse da intenção de matá-la e disse ter sido convidado para um roubo. Após saírem do local, Marques deixou o atirador em um pedágio, em Itaquaquecetuba. À tarde, ele encontrou-se com o contratante. Ao questioná-lo sobre o assassinato, Prado respondeu: "não posso fazer nada". O auxiliar afirmou desconhecer o verdadeiro mandante. A participação de Marques na morte da psicóloga foi descoberta por causa de outro crime. Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, litoral norte, em 25 de abril, o auxiliar e sua companheira, Janaína Miranda, de 28 anos, invadiram a casa do aposentado Pedro José de Souza, de 63 anos, no bairro Golfinhos, em Caraguatatuba. Souza foi asfixiado com um saco plástico no banheiro. Marques e Janaína fugiram no Prisma da vítima. O filho dele, de 3 anos, foi levado pelo casal e abandonado em São José dos Campos. Há uma semana, uma equipe da DIG localizou Janaína em São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Na residência de seu pai, os policiais encontraram uma carta de Marques , com um endereço de Guarulhos. "No dia 29, pela manhã, ela pediu para falar comigo e o entregou", afirmou o delegado Vanderlei Pagliarini, titular da DIG. No interrogatório, ela relatou que Marques lhe mostrou um "maço de dinheiro" no dia da morte da psicóloga. A Justiça decretou a prisão temporária do casal por 30 dias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.