Morte de Ubiratan é destaque em jornais internacionais

A morte do coronel e deputado Ubiratan Guimarães, acusado de ter ordenado a invasão que resultou na morte de 111 presos na Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em 1992, foi destacada em vários jornais internacionais nesta terça-feira, 12. O jornal britânico The Guardian diz que ?o policial brasileiro mais mal-afamado (...) foi assassinado em seu apartamento de classe alta em São Paulo?. O jornal lembra que Guimarães chegou a ser condenado em 2001 a 632 anos de prisão pelo massacre, mas que a decisão foi revogada no ano passado.O texto do Guardian, assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro, observa que a polícia afirma não ter indícios da ligação do assassinato com a recente onda de violência em São Paulo, apesar de o PCC, grupo criminoso responsável pelos ataques, ter prometido atacar figuras públicas importantes para protestar por melhores condições nas prisões.O também britânico The Independent observa que o ex-diretor do Carandiru, José Pedrosa, já havia sido assassinado no ano passado.O diário espanhol El País observa que o chefe de gabinete de Guimarães afirmou que o deputado vinha recebendo há algum tempo ameaças de morte. O jornal relata ainda que Guimarães esperava ser reeleito deputado em outubro, ?apesar dos protestos de muitos ativistas pacifistas?.O argentino Clarín comenta que o massacre liderado por Guimarães foi retratado no longa-metragem Carandiru, do cineasta argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco.

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