Morte do primo de tucano não envolve política, diz delegado

A polícia de Mato Grosso ainda não tem pistas dos assassinos de Luiz França de Moura Neto, primo do senador Antero Paes de Barros (PSDB) e gerente da gráfica Millenium, pertencente ao Grupo Gazeta de Comunicação. As investigações, entretanto, a princípio assinalam que o crime não tem motivação política. "O quadro mais provável é o de latrocínio e até agora nada indica conotação política", afirmou o delegado Luciano Inácio da Silva, responsável pelo inquérito. A polícia também descarta a possibilidade de seqüestro e ligação com o crime organizado.França foi encontrado carbonizado na quarta-feira em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e enterrado hoje, em Jaciara, distante 140 quilômetros de Cuiabá. Ele é primo de Paes de Barros, autor do requerimento para criação da CPI do caso Waldomiro Diniz.Seis testemunhas já foram ouvidas no inquérito. Documentos do veículo Vectra usados pelo diretor da gráfica foram encontrados hoje numa caixa postal de um dos prédios no Residencial São Carlos. O delegado Luciano Inácio esteve no local para fazer a perícia e evitou comentários. O automóvel ainda não foi localizado, mas como os documentos foram descartados, o delegado acredita que o veículo foi abandonado.A investigação, neste primeiro momento, não descartará nenhuma possibilidade. "Eu posso ter adversários. Ele não. Quero exclusivamente a verdade. Espero que a Mesa (Diretora do Senado) nos ajude nas providências necessárias", disse Paes de Barros.O senador evitou fazer qualquer tipo de ligação entre o assassinato de seu primo com o caso Waldomiro Diniz, sua atuação na CPMI do Banestado. "Tenho o dever de não especular sobre isso", disse o senador. Os líderes do PSDB na Câmara, Custódio de Mattos (MG), e no Senado, Arthur Virgílio (AM) pedirão à Polícia Federal proteção ao senador tucano.

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