Mortes abrem crise na polícia do RJ

O assassinato de dois PMs na madrugada de domingo, atribuído à quadrilha do traficante Márcio José Guimarães, o ?Tchaca?, resultou em crise na polícia fluminense. O secretário Josias Quintal anunciou oficialmente a exoneração do delegado-titular da 6.ª DP (Cidade Nova), Oswaldo Cupello, e também do comandante do 1.º Batalhão da PM, tenente-coronel Ronaldo Menezes, responsáveis pela área onde aconteceu o crime. Apesar da medida drástica, Josias minimizou o problema. "Não há crise. Apenas não estamos satisfeitos com os resultados. Quero dureza com os bandidos. Eles têm que ser presos e destruídos", declarou o secretário. Os mortos são o soldado Luiz Carlos da Rocha Júnior e o sargento Édson Luís Cordeiro Vieira, de 37, ambos do 1.ºBPM. Qualquer informação que ajude a prender Tchaca, conhecido por ter ordenado a morte de vários policiais civis e militares, vale um prêmio de R$ 20 mil. Ele se tornou o inimigo número um da polícia na última quinta-feira, quando 20 homens armados com fuzis invadiram o Hospital Geral de Bonsucesso e resgataram o traficante Márcio Greik, de 21 anos, em operação que resultou na morte de um PM e em sete pessoas feridas. Ao lado do chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, do subsecretário de segurança, coronel Lenine de Freitas, e do comandante-geral da PM, coronel Wilton Ribeiro, Quintal anunciou ainda o reforço de 300 homens no policiamento da cidade, para intensificar o cerco a Tchaca.

Agencia Estado,

09 de abril de 2001 | 18h27

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