Mortes no Zôo: suspeita de tráfico de animais

A polícia acredita que há um mandante das mortes dos bichos do Zoológico e que os crimes tenham sido cometidos em retaliação à administração, que teria descoberto um esquema de tráfico de animais no parque. 73 mortes por envenenamento já foram confirmadas. Nesta terça-feira, o delegado Clóvis Ferreira de Araújo, do Setor de Inteligência da Polícia Civil, disse que pedirá à Justiça mais prazo para concluir as investigações. Ele afirmou que há dez suspeitos de participação nas mortes, todos funcionários do Zôo.Os policiais civis encarregados das investigações souberam que, com a descoberta do esquema, os envolvidos foram orientados a envenenar os animais, somente os mamíferos. ?Eles não souberam usar o veneno e mataram outras espécies de bichos?, disse Araújo. Segundo ele, ?tem muito dinheiro em jogo? e entre os investigados, fora do parque, além do mandante, estão dois traficantes de aves. As investigações comprovaram que além do furto dos animais, a quadrilha que se formou no parque levou também centenas de ovos. Uma sindicância instaurada pela direção do Zôo vem apurando a venda de aves raras e o desaparecimento de animais. O policial solicitou à Justiça a quebra dos sigilos telefônico e bancário dos suspeitos e do mandante. O delegado diz estar em busca de provas concretas para indiciar os envolvidos por formação de quadrilha, já que a pena para o crime ambiental não prevê reclusão. A pena prevista por formação de quadrilha é de um a três anos de cadeia.

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