Mortes por dengue chegam a 33 no Rio

O número de mortes por dengue no estado do Rio subiu para 33, com a confirmação neste domingo de três casos em Duque de Caxias. As mortes ocorreram no início da semana passada. Segundo o secretário municipal de Saúde, Iveraldo Pessoa, clinicamente já é possível garantir que foram por dengue hemorrágica. ?Ainda não temos a confirmação laboratorial, mas os indícios clínicos garantem que a causa das mortes foi dengue hemorrágica?, afirmou. O número de notificações de dengue no Estado está em 70 mil.Na opinião do secretário de Saúde do município do Rio, Ronaldo Cézar Coelho, esse número pode estar defasado em cerca de 10 mil casos. ?Estou trabalhando direto nos atendimentos e existem uns 10 mil casos além das estatísticas oficiais, atrasadas pelo processo de contabilização dos dados?, disse.O secretário, porém, acredita que a epidemia já está em ritmo mais lento. ?O número de atendimentos na zona oeste, atualmente a mais atingida, caiu 40% na última semana?, afirmou. A prefeitura do Rio determinou que hospitais e postos de saúde nas áreas de maior incidência da doença fiquem abertos aos domingos. Para isso, contrata médicos plantonistas para essas regiões. O secretário de saúde de Duque de Caxias também está otimista em relação à evolução da epidemia em Nova Iguaçu. ?Caiu um pouco a afluência de público nos hospitais. A doença deve começar a perder força?, avalia. Duque de Caxias tem quase 7 mil casos de dengue notificados.Para o secretário de saúde do Rio, em abril já se notará uma redução significativa do número de casos, fruto das ações tomadas no ?Dia D Contra a Dengue?, realizado no sábado. ?Eliminamos os criadouros de novos mosquitos e a população adulta de mosquitos tem vida média de 22 dias?, disse.Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), cerca de 4 milhões de residências foram visitadas no sábado, quando estima-se que a ação contra a dengue tenha mobilizado 500 mil pessoas. Dados da Secretaria de Saúde do Rio dão conta que, na primeira semana de março, 23 novos casos foram notificados na cidade. Em fevereiro, o número de notificações chegou a 10.471. Em janeiro, pico da doença, 20.623 casos foram notificados.De acordo com Coelho, o mapa da epidemia no Rio mudou: a região da Tijuca, na zona norte, perdeu a liderança no ranking de novas notificações para Jacarepaguá e Santa Cruz, na zona oeste. Ele está propondo o fim da separação dos casos entre dengue clássica, com menor risco de vida, e hemorrágica, responsável pela maior parte das mortes. ?Há um tipo de dengue considerada fraca, mas que evolui rápido e pode provocar a morte. Todos os infectados pela doença devem ter tratamento regular e acompanhamento médico?, disse.

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