Tasso Marcelo/Estadão
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Mortes violentas crescem no Brasil, aponta IBGE

Mortalidade por causas não-naturais entre jovens homens, de 15 a 24 anos, é a maior, e chega a 80,7% em Sergipe entre 2011 e 2012

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

20 Dezembro 2013 | 10h03

De 2011 para 2012, a proporção de óbitos não-naturais (terceiro maior grupo de causa de óbitos na população em geral, e o primeiro entre jovens de 15 a 24 anos) aumentou, principalmente nas regiões Norte e Nordeste - embora a maior proporção do Brasil esteja no Centro-Oeste. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte do levantamento Estatísticas do Registro Civil de 2012.

No Norte, o índice passou de 11,6% para 13%; no Nordeste, de 11% para 12,3%; no Centro-Oeste, de 13% para 13,7%.

A mortalidade masculina entre os jovens é mais de quatro vezes a feminina. Na comparação entre os gêneros, Sergipe (com 80,7%), Bahia (78,3%) e Alagoas (77,7%) têm as proporções mais altas de mortes violentas entre jovens de 15 a 24 anos de idade do sexo masculino, mas a maior parte dos Estados também mostra porcentuais elevados.

Os Estados mais perigosos para as mulheres são Espírito Santo e Tocantins, nos quais as proporções femininas chegam a 47% e 45,9%, respectivamente.

Entre os bebês, a proporção de óbitos neonatais precoces (de 0 a 6 dias de vida) no Brasil é de 50,8%, quando nos países ricos fica em 90%. Quanto maior é o acesso da população à saúde e ao saneamento, maior é a taxa de mortes nesses primeiros dias (por questões da própria gestação), e menor ao longo do primeiro ano de vida do bebê. Mesmo nos Estados mais ricos do Brasil, os óbitos pós-neonatais (de 28 a 364 dias de vida do bebê) ainda se mantêm significativos. Os piores cenários estão no Amazonas e no Acre.

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