Morto suspeito de seqüestrar financiador do roubo ao BC

Policiais de São Paulo investigam a relação de um homicídio com o seqüestro e morte do traficante de drogas Luís Fernando Ribeiro, o Fê, de 26 anos - apontado como o financiador do furto, em agosto, de R$ 164,7 milhões do Banco Central em Fortaleza. Na terça-feira da semana passada, a polícia localizou o corpo do motoboy Maurício Luna, de 30 anos, parcialmente carbonizado em seu carro, um Corsa prata, no Jardim Lourdes, zona Sul de São Paulo. Ele teve os dedos das mãos e parte das pernas decepadas.O corpo continua no Instituto Médico-Legal (IML) à espera de reconhecimento formal. A mulher de Luna, no entanto, está convicta de que o corpo é do motoboy. Ela disse que reconheceu o cadáver pela arcada dentária e por um defeito que ele tinha num dos dedos.Luna trabalhou para o empresário Marco Aurélio Gomes, o Marquinhos, dono da MX Car, acusado pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) de ter sido, com o advogado Roberto Ribeiro, o mentor do seqüestro e execução de Fê. Os dois estão desaparecidos desde novembro, quando tiveram a prisão preventiva decretada.Marquinhos e Ribeiro são acusados de ter contratado dois policiais civis para seqüestrarem Fê. A família do traficante pagou R$ 2 milhões de resgate, mas ele foi assassinado. Em novembro, Luna foi ouvido como testemunha no Deic por trabalhar como office-boy e lavador de carros na MX Car.Após a localização do corpo de Luna, policiais receberam informações de que ele pode ter participado do seqüestro de Fê. Homens do Deic não descartam essa hipótese e ainda apontam as semelhanças entre a morte de Luna e a de Carlos Martins Leal, o Carlão, parceiro que acompanhava Fê na boate Happy News, em Pinheiros, na madrugada de 7 de outubro, quando ele foi seqüestrado.A polícia apurou que foi Carlão quem delatou o paradeiro de Fê ao bando que o seqüestrou. As chamadas para os rádios dos seqüestradores partiram do Nextel dele. Em 25 de novembro, o corpo de Carlão foi achado carbonizado na Favela Heliópolis, zona sul. Ele teve as pernas decepadas quando ainda estava vivo. Para a polícia, foram os parceiros de Fê que o executaram.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.