Mortos no Morro da Providência são enterrados sob protestos

Charles Machado da Silva, de 16 anos, e Luciano Custódio Sales, de 24, mortos no Morro da Providência em operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foram enterrados nesta terça-feira, no cemitério do Caju. As famílias estavam revoltadas e um rapaz que se disse primo de um deles chegou a agredir uma repórter que participava da cobertura.O comércio nas imediações da favela ficou fechado hoje por causa de ameaças de bandidos, que impuseram luto pelas mortes.A suspeita de que policiais da Core, grupo de elite da Polícia Civil, tenham executado os dois supostos traficantes levou a Secretaria de Segurança Pública a exonerar o titular da unidade, que comandava a ação, e seis agentes que participavam dela. O delegado Gláucio Santos coordenava seus homens de um helicóptero da Polícia Civil que sobrevoava a favela. No aparelho também estava uma equipe do jornal carioca "O Dia", que registrou imagens que mostravam os policiais apontando fuzis para dois jovens desarmados, com as mãos na cabeça. Na seqüência, dois corpos que seriam deles aparecem sendo carregados pelos policiais morro abaixo.Para a secretaria, os dois mortos eram traficantes. O órgão informou que Luciano Custódio Sales tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e porte de arma.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2004 | 16h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.