Motoboys: fama de mau assusta motoristas

Além de se preocupar com os ambulantes e com os assaltantes, os motoristas da capital também têm de prestar muita atenção com as 379 mil motos que circulam pelas ruas da cidade. "Me assusto direto com os motoqueiros. Eles aparecem de repente?, diz a pecuarista Silvia Fernandes, de 43 anos. Silvia conta que, além de ter pavor de ser assaltada no trânsito, tem medo de que os motoqueiros quebrem o seu espelho retrovisor. Para o presidente da Associação dos Mensageiros Motociclistas, Ernane Pastore, não é comum ver motoqueiro quebrando retrovisores. ?O motoqueiro ficou marcado. Se quebra é por reação, não por intenção.? Segundo Pastore, a culpa da pressa dos motoboys é por causa dos donos de empresas, que não trabalham dentro da lei. ?Raramente o motoboy é contratado. Ele arca com o custo do combustível, da manutenção e tem de fazer o serviço rápido.? O empresário Marcelo Sorrini, dono da empresa Ponto Express, diz que concorda que há muitos motoristas ?cachorros loucos? pela cidade, mas conta que os 70 motoboys da sua empresa são registrados. ?Tento qualificar o motoqueiro e prefiro trabalhar com pais de família para não ter risco de acidente.? De acordo com Sorrini, para não forçar nenhum motoboy a correr, ele acaba recusando trabalho. ?Quando eles pedem 10 minutos prefiro nem atender.? Mais informaçõesLeia Também:Blitz apreende 6 motocicletasProtesto de motoqueiros pára a MarginalVeículos são depredados por motoboys

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.