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Motor e hélice de bimotor serão analisados

O major Magno, do Departamento de Investigação do 4.º Serviço Regional de Aviação Civil (Serac), afirmou que mesmo não tendo a chamada "caixa preta" nesse tipo de avião, a polícia já começou a coletar os primeiros dados sobre o acidente, levantando informações a respeito do combustível, óleo e alguns componentes usados no avião, como instrumentos de navegação, motor e hélice."Vamos levar principalmente o motor e hélice para o Centro Técnico Aéreo-Espacial de São José dos Campos, que é o órgão especializado em fazer a análise técnica, para podermos ter uma idéia exata do que aconteceu". Também será analisada a fita do vôo, que está gravada com a comunicação entre o comandante do avião e a torre de controle. O piloto de táxi-aéreo Durval Fantozzi disse ter ouvido, de outro pilotom que o bimotor se preparava para pousar na cabeceira 35, mas a torre determinou que não pousasse naquele momento e arremetesse, por excesso de tráfego aéreo. Não há confirmação, entretanto, de que a torre teria pedido para que o avião fizesse outra tentativa."É impossível dizer em quanto tempo vai sair o laudo, porque, pelas condições dos destroços, teremos investigações bastante demoradas, porque ficaram em um estado deplorável. Vamos ter que analisar em vez de um motor, dois motores. A própria instrumentação do avião ficou muito deteriorada e isso vai dificultar a investigação", disse o major.IndenizaçõesSegundo o oficial da Aeronáutica, a empresa Oliveira e Silva Táxi Aéreo, de Presidente Prudente, proprietária do avião bimotor, já foi contatada para tomar providências em relação à remoção dos destroços e indenizações das casas que foram destruídas ou danificadas. "Existe uma legislação da Aeronáutica que prevê exatamente a responsabilidade do operador e todos aqueles que trabalham com aviação sabem disso, incluindo os proprietários e os comandantes de vôo."Quanto ao problema de moradias vizinhas aos aeroportos, o major destacou que todos os grandes aeroportos do planeta estão rodeados de habitações, pois a população e as cidades crescem em direção aos aeroportos."Há que se frisar que quando esse aeroporto foi criado, não havia moradores na região. A cidade cresceu em direção ao aeroporto e toda vez que acontece um acidente, existe uma pressão da população, que morre de medo, para tentar fechar o aeroporto, mas nós consideramos um absurdo. Sabemos que existe essa briga antiga, mas não é um problema da Aeronáutica. Estamos aqui para fazer a investigação, visando prevenir novos acidentes."Ele coonsidera que a participação da população é fundamental. "O usuário quando entra num avião, quer participar de uma atividade segura. Uma das maneiras é a população exigir os seus direitos com as empresas. Uma pessoa que usa o táxi aéreo, por exemplo, pode exigir do piloto saber quais as condições do avião e verificar habilitações dos pilotos."

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