Motorista atropela oito em calçada do Brás

Garçom perdeu controle do carro na Rangel Pestana com Largo da Concórdia e invadiu loja; testemunhas dizem que ele estava bêbado

Fabrício de Castro, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2024 | 00h00

No Dia Mundial Sem Carro, um Corsa invadiu uma das calçadas do Largo da Concórdia, no Brás, centro de São Paulo, e atropelou oito pessoas. Por volta das 9h30 de ontem, o garçom Orivaldo Machado de Queiroz, 49 anos, perdeu o controle do carro no cruzamento da Avenida Rangel Pestana com o Largo da Concórdia e só parou após bater em uma loja. Testemunhas disseram que ele estava alcoolizado. O carro saiu da pista em alta velocidade e derrubou duas barracas de camelôs que estavam na calçada. Parte da frente da loja, que concentra vários boxes comerciais, também foi destruída. "O cara estava bêbado. Ele entrou na rua correndo e, em vez de frear, acelerou", disse a camelô Francisca Vânia, 48 anos. Na hora do acidente, Francisca estava montando sua barraca e por pouco não foi atingida. "O estrago só não foi maior porque ainda era cedo e não tinha tanta gente por aqui." O Corsa atropelou a camelô Josenilda Neusa,de 23 anos, a comerciante Rita Maria da Silva e Rita Helena da Silva, de 46 anos, que teve sua barraca de bijuterias atingida. "Foi tudo muito rápido. O carro me pegou e eu caí no chão", disse Rita, que teve escoriações na perna e bateu a cabeça. Depois de serem atendidas, as três foram liberadas. Outras duas vítimas, Marlene Maria da Conceição e Alvenora Cândido de Lima Silva, foram levadas ao Pronto-Socorro Vergueiro, onde permaneceram em observação. Nenhuma lesão grave foi registrada. "Estava dentro do ônibus, indo para o trabalho, e vi o carro fazendo ziguezague na Rangel Pestana", disse o atendente Felipe Tapper Neto. "Depois perdeu o retrovisor numa pancada e acabou entrando na calçada do Largo da Concórdia." A comerciante Cícera Resende, que vende roupas na loja atingida, afirma que o carro parou depois de destruir sua bancada. "As meninas que trabalham comigo estavam aqui e ficaram assustadas. Tive que dar um calmante para elas quando cheguei", disse. Cícera calcula que, com o estrago na frente do box e nas prateleiras de roupas, terá um prejuízo de cerca de R$ 1,5 mil. "Mas não pretendo pedir nada", acrescentou a vendedora. ÁLCOOL Após o acidente, Queiroz permaneceu dentro do carro. Segundo testemunhas, ele não conseguia reagir. Quando a polícia chegou, o garçom foi levado para o 12º Departamento de Polícia, no Pari. Na delegacia, ele parecia desorientado. Disse, com alguma dificuldade, que é apenas um "trabalhador" e não tinha "medo da polícia." De acordo com a polícia, a mulher do garçom foi avisada do acidente por telefone, mas não quis saber mais detalhes sobre o caso. Queiroz vai responder a processo por lesão corporal culposa e por embriaguez. Ainda ontem, o garçom iria passar por um exame para detectar a dosagem alcoólica no sangue. A mistura entre direção e bebida é considerada por especialistas uma das maiores causas de acidentes no País.

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