Motorista de 16 anos provoca quatro mortes em Curitiba

Quatro jovens, com idades entre 16 e 18 anos, morreramcarbonizados na madrugada deste domingo, no centro de Curitiba, em razão de um acidente com um Renault Mégane, placas AKC-6645. O carro chocou-se contra um poste de iluminação pública, que foi "abraçado" pelo veículo. Após a batida houve duas explosões, que provocaram o incêndio. O motorista, o adolescente G.R.M.C., de 16 anos, foi o único sobrevivente. Ele foi retirado do veículo por populares.O rapaz continuava internado no Hospital Evangélico. Há suspeitas de que ele estava embriagado. O caso será apurado pela Delegacia de Crimes do Trânsito. Os mortos foram identificados no Instituto Médico Legal como sendo Jacques Eduardo Bordin, 18 anos, Tiago Augusto da Silva Magalhães, 17, Rafael Martins Ferrari, 17 e Rodrigo de Castro Arruda, de 16. O Corpo de Bombeiros levou mais de quatro horas para retirar os corpos.O acidente ocorreu um pouco depois da meia-noite. "Vi pela janela o carro vindo em alta velocidade, veio fazendo ziguezague e bateu direto no poste", disse Daniel Martins, morador de um dos edifícios próximos, a repórteres de rádios de Curitiba, que estiveram no local no momento da ocorrência. Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito, o velocímetro do carro travou marcando a velocidade de 120 quilômetros por hora. No momento da batida no poste, houve a primeira explosão. Martins disse que, assim que viu a batida, desceu correndo, juntamente com outros rapazes que também moram no prédio, em frente ao Colégio Estadual do Paraná. Quando Martins chegou ao carro, o motorista de um ônibus já estava cortando o cinto de segurança do condutor do automóvel com uma faca, apesar do fogo que já tomava conta do automóvel. Ele ajudou a retirá-lo. "A gente tentou salvar todo mundo, mas o carro explodiu na minha frente", disse Martins. Segundo ele, o motorista não estava muitomachucado e tentou fugir, mas foi alcançado. "Trouxe para a frente do prédio", contou. "Ele disse que não sabia como tinham batido o carro, não sabia se tinha alguém dentro do carro, falava como se ele não estivesse no carro." Martins acentuou que o rapaz demonstrava estar "completamente bêbado, caindo em pé".

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