Motorista de Audi atropela e foge, mas é autuado

O garçom João Alves Pereira, de 26 anos, morreu anteontem à noite, após ser atropelado no Itaim-Bibi, por volta das 21h30, pelo motorista de um Audi preto. O veículo, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado, era dirigido por Fernando Ximenes Pinto, de 24 anos. O suspeito fugiu sem prestar socorro à vítima. O garçom chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, onde morreu.

Felipe Branco Cruz, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2009 | 00h00

O corpo da vítima foi trasladado ontem pelo irmão Manuel Alves Pereira, de 28 anos, e pelo sobrinho, Donizete José Pereira, de 25, para Condeúba, na Bahia, sua cidade natal, de aproximadamente 18 mil habitantes, a 660 km de Salvador.

Segundo Dozinete, três testemunhas anotaram a placa do Audi e informaram a polícia, que localizou e prendeu Fernando em um posto de gasolina, na Avenida Colômbia. Ainda segundo a Secretaria de Segurança Pública, o suspeito confessou o atropelamento e alegou ter fugido porque ficou assustado. Ele se negou a fazer o teste do bafômetro e foi levado ao 15º DP, onde foi autuado em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e liberado em seguida, após pagar fiança de R$1,5 mil. Posteriomente, o motorista foi levado ao Instituto Médico Legal para ser feita a coleta de sangue e análise de dosagem alcoólica. O resultado sairá em 20 dias.

Pereira morava em São Paulo havia sete anos e era garçom da casa noturna Piove, no Itaim-Bibi. Ele estava a caminho do trabalho quando foi atropelado. "Ele entrava às 21 horas e saía só de manhã, às 6 horas", contou Dozinete. "As pessoas que viram o acidente disseram que dois carros estavam fazendo um racha, que meu tio estava atravessando na faixa de pedestres e o sinal estava vermelho para os carros", completa.

A vítima era solteira e dividia uma casa com a irmã, o cunhado e dois sobrinhos, no bairro de Santa Maria, em Osasco. Na capital moravam ainda outras quatro irmãs e três irmãos dele. Os pais, que vivem em Condeúba, pediram para o corpo ser enterrado na Bahia.

Muito abalados, os familiares disseram que irão brigar na Justiça para que o responsável seja punido. "Ele estava alcoolizado", afirma Donizete. O irmão Reginaldo Pereira, de 23 anos, que trabalhava com João na casa noturna, afirmou que o suspeito era assíduo frequentador do local. "Ele participava do clube de uísque e tinha uma garrafa no bar com o nome dele. Ele saía da boate sempre trançando as pernas", diz o irmão.

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