Motorista do Palácio foge após 12 horas de cativeiro

Ele foi levado por dois seqüestradores ao sair do trabalho; para polícia, bandidos não sabiam que a vítima era funcionário da Casa Civil de SP

Gilberto Amendola, O Estadao de S.Paulo

16 de novembro de 2007 | 00h00

Um dos motoristas do Palácio dos Bandeirantes, Reginaldo Hidalgo Menezes, de 45 anos, foi seqüestrado na tarde de anteontem quando levava funcionários do governo do Estado para casa. Ele foi mantido em cativeiro na Favela Colombo, no Morumbi, zona sul da capital, mas conseguiu fugir. O delegado Antônio Carlos Heib, da Delegacia Anti-Seqüestro (DAS), negou que Menezes trabalhe para o governador José Serra ou outras autoridades.Por volta das 18h30 de anteontem, Menezes encostou um Astra (com placa comum e sem identificação do governo) na Rua Herbert Moses, no Jardim Monte Kemel, zona sul. Com quatro servidores públicos no carro, ele foi abordado por Ronaldo Nunes, de 23 anos, e Ailton dos Santos Celestino, de 21.A dupla retirou Menezes do carro. Para intimidá-lo, um deles disparou um tiro para o chão. O motorista foi colocado em um Celta, que tinha sido roubado minutos antes, e levado para a Favela Colombo. Menezes foi mantido com os olhos vendados dentro de um barraco. "A informação que a gente tem é de que a vítima não foi maltratada. Eles até ofereceram cerveja para ele", disse o tenente do 16º Batalhão da Polícia Militar, Eliel Pontirolli. Os seqüestradores usaram o celular da vítima para entrar em contato com a mulher dele. O primeiro pedido de resgate foi de R$ 15 mil. Durante as negociações, o valor caiu para R$ 2,5 mil. Avisados, policiais da DAS se prepararam para prender a dupla no momento da entrega do dinheiro, às 2h30 de ontem, na altura do número 2.300 da Avenida Giovanni Gronchi. Mas o cerco foi descoberto pelos bandidos. Eles atiraram contra os policiais e fugiram sem levar nada.Às 6h30 de ontem, percebendo estar sozinho, Menezes fugiu. No caminho, encontrou um carro da PM. Os seqüestradores foram presos perto do local do cativeiro. Segundo Heib, delegado da DAS, o fato de Menezes ser funcionário do Palácio dos Bandeirantes foi uma "coincidência".

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