Motorista do prefeito morto em Jandira permanece na UTI

Wellington Martins, o Geleia, acompanhava Braz Paschoalin no dia do atentado; polícia ainda não ouviu os suspeitos

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2010 | 00h00

Ainda é grave o estado de saúde do segurança do prefeito de Jandira baleado na última sexta-feira. Wellington Martins dos Santos, conhecido como Geleia, permanece internado na Unidade de Terapia de Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Seu quadro está inalterado desde o dia do crime.

O segurança acompanhava o prefeito Walderi Braz Paschoalin (PSDB), que foi morto no ataque. Os dois chegavam a uma rádio da cidade, na grande São Paulo, para a gravação de um programa semanal. Ontem, policiais faziam ronda no hospital. Na casa de Geleia, no bairro Jardim Alvorada, em Jandira, familiares se recusam a dar informações.

A hipótese de crime político é até agora a mais forte. O próprio governador de São Paulo, Alberto Goldman, que era companheiro de partido de Paschoalin, afirmou que não acredita que tenha sido um crime comum. A cidade já tem um histórico de atentados contra pessoas públicas.

A polícia ainda não colheu o depoimento dos quatro suspeitos presos. De acordo com o delegado Zacarias Tadros, como os presos não quiseram falar nada por enquanto, a polícia vai primeiro colher informações sobre o caso para depois confrontar durante os depoimentos. "Estamos atentos a todos os detalhes para definir quem são os executores e partir para descobrir a motivação e possíveis mandantes", diz Tadros, do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). O delegado espera ter novidades ainda nesta semana. O inquérito deve ficar pronto em 30 dias.

Exames residuográficos mostraram a presença de pólvora nas mãos dos suspeitos. A polícia conseguiu na madrugada de sábado a prisão temporária dos envolvidos. Eles estão na cadeia de Carapicuíba, cidade vizinha.

Pelo menos três deles - Adilson Alves de Souza, Lázaro Teodoro Faustino e Cristiano dos Santos - seriam ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e já teriam sido presos anteriormente. A polícia apura se o quarto preso, Felipe dos Santos, também tem ficha criminal, uma vez que constam homônimos nos registros.

Ontem a polícia foi a um endereço em Carapicuíba onde estariam as armas do crime, mas não encontrou nada. Eles teriam usados metralhadoras e fuzis.

A vice-prefeita, Anabel Sabatine (PSDB), disse no sábado que não se sente segura em assumir a administração. Ela e Paschoalin estavam rompidos depois de Anabel ter feito denúncias de superfaturamento de medicamentos. Em seu 3.º mandato, Paschoalin fora alvo de seis investigações. Cinco foram arquivadas.

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