Motorista profissional terá avaliação sobre sono

Para os motoristas profissionais, ou postulantes às classes C, D e E da CNH, também é obrigatória, desde ontem, uma avaliação de distúrbios de sono. Um dos itens é a medição de sonolência excessiva, por meio de um teste da escala Epworth, compilada pela Universidade de Stanford (EUA), na qual o candidato atribui notas de 0 a 3 sobre suas chances de cochilar em oito situações diferentes.Uma pontuação acima de 9 no teste vai implicar o encaminhamento do motorista profissional ou candidato para um teste de polissonografia. O custo do exame, no entanto, pode trazer problemas para o motorista. Na rede de saúde particular, varia, segundo o médico Flávio Adura, presidente da Abramet, entre R$ 800 e R$ 1 mil. "Pelo Sistema Único de Saúde, a espera por esse exame pode levar até dois anos" , diz. Enquanto está na fila, o motorista fica impedido de trabalhar. Serão também feitas medições dos índices de massa corporal e do pescoço, que podem identificar risco de sonolência ou síndrome de apnéia obstrutiva do sono. Conhecida pela sigla de Saos, os portadores da síndrome apresentam problemas respiratórios durante o sono noturno, podendo dormir e acordar até 300 vezes em uma noite. Assim a doença, que pode provocar sonolência em excesso durante o dia, é perigosa para motoristas. Esses exames, pela portaria, tomarão como base a chamada classificação de Mallampati, que fixa a capacidade respiratória de cada pessoa de acordo com a abertura da boca.

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