ASCOM DER/DF
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Motorista que matou idoso no DF tinha bebido 150% a mais do que lei permite

Liberada após pagar fiança, estudante tinha 0,85 mg de álcool por litro de ar expelido; número acima de 0,34 mg já é considerado crime

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2017 | 19h12

SÃO PAULO - Foi liberada após pagamento de fiança a motorista que atropelou e matou um ciclista na manhã de domingo, 23, no Largo Norte, em Brasília. Um teste do bafômetro apontou que a estudante Monica Karina Rocha Cajado Lopes, de 20 anos, tinha 0,85 mg de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, o que representa 154% a mais do que é considerado crime pela Lei Seca, 0,34 mg.

Atendido no local, o aposentado Edson Antonelli, de 61 anos, não resistiu aos ferimentos. Após o incidente, a condutora foi presa em flagrante por “homicídio culposo na direção de veículo automotor”, tendo sido encaminhada primeiramente à 6ª Delegacia de Polícia Civil e, depois, à 9ª Delegacia de Polícia Civil.

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, o atropelamento ocorreu por volta das 9h40. Em depoimento à polícia, a motorista disse que voltava de uma festa e dirigia a 70 quilômetros por hora no momento do incidente.

A estudante afirma, ainda, não recordar do atropelamento, possivelmente por estar adormecida, e diz ter descoberto o que ocorreu ao ouvir o barulho de uma pancada. De acordo com a Polícia Civil, o pagamento de fiança só foi atribuído depois que a jovem depôs porque, logo após o acidente, a motorista estava em estado de choque. 

 

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