Motoristas anunciam greve para terça em São Paulo

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo, Edvaldo Santiago da Silva, reafirmou nesta sexta-feira que a categoria fará greve na próxima terça-feira, dia 8, e avisou que poderá promover até mesmo a "catraca livre" por duas horas entre os dias 10 e 14, se os empresários não oferecerem respostas satisfatórias às suas reivindicações."O movimento do dia 8 é inevitável, a Prefeitura tem que pressionar os patrões", disse Silva. Os motoristas e cobradores reivindicam diminuição da jornada de trabalho, de 7 horas e 10 minutos para 6 horas e 40 minutos, sem diminuição de salário. Eles também exigem aumento de 7,10% por perdas salariais, 5% por produtividade, 5% de aumento real, aumento do tíquete-refeição de R$ 6,50 para R$ 8 e elevação do valor da cesta-básica.Todas as reivindicações acarretariam um aumento real de 25% para os empresários. Segundo o sindicato, 70% da frota ficará parada entre as 9 horas e 16 horas, retornará ao trabalho na hora do pico e voltará a parar entre as 21 horas e meia noite."Se não houver avanço nas negociações, estamos pensando em fazer catraca livre entre os dias 10 e 14 das 6 até as 8 horas da manhã", ameaçou Silva. A Prefeitura informou nesta sexta que só se manifestará após a greve. Segundo o secretário municipal dos Transportes, Carlos Zarattini, as negociações devem ficar restritas aos trabalhadores e empresários. Durante as negociações, o Transurb ofereceu um aumento de 4% para a categoria. O sindicato não aceitou. Segundo Sérgio Pavani, presidente da entidade patronal, os empresários vão continuar as conversas com os motoristas durante o fim de semana."Nós estamos tentando negociar um acordo", ressaltou. "Podemos negociar um índice para atingir a reposição do índice inflacionário de 7%." Entretanto, Pavani afirma que qualquer aumento superior a 4% teria de ser coberto pela Prefeitura. "Isso vai incidir em um custo que teria de ser repassado de qualquer maneira." Nesta sexta, durante o seminário que discutia os custos do transporte público, Zarattini afirmou que será assinado um novo aditivo com as empresas do setor. Segundo o documento, para que as empresas recebam o repasse do que foi arrecadado pelo sistema, terão de alcançar metas.Entre as metas estão o aumento da velocidade comercial, diminuição do tempo de percurso dos ônibus, aumento do volume de passageiros e, principalmente, maior investimento em conforto, renovação da frota e garantia de mais rapidez.

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