Motoristas de ônibus de SP entram em greve à zero hora

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus da capital decidiu entrar em greve a partir da meia-noite desta terça-feira. Os funcionários reivindicam o pagamento de salário e horas extras de dezembro de 2002.De acordo com o sindicato, 23 empresas que operam na cidade terão suas atividades paralisadas. Com isso, aproximadamente 1,7 milhões de passageiros serão prejudicados. As zonas sul e leste serão as mais atingidas.Segundo o presidente do sindicato, Edivaldo Santiago, os funcionários deveriam receber o salário no último dia 5. ?Quando o dia do pagamento cai num domingo, existe um acordo entre o sindicato e as empresas para que os funcionários recebam na sexta-feira ou no sábado?, explica. Mas, segundo ele, as empresas não cumpriram esse acordo e ainda não deram um prazo para o pagamento.Pela lista do sindicato, entram em greve à meia-noite de hoje as empresas Serra Negra, Mar Azul, Paulista, Capela, Jurema, Eletro Sul, Santa Cecília, Transdaotro, Transkuba, Eletrobus (Consórcio Aricanduva), Talgo, São José, Expresso Paulistano, Expandir, VIP, Leopoldina, Oak Tree (Madalena), Bristol, Pacto Empreendimentos, Taboão V. Sul, Tânia V. Sul e Tupi.Santiago disse ainda que a empresa Gatusa, que opera na região sul, prometeu o pagamento do salário atrasado até a meia-noite de hoje. ?Vamos aguardar o pagamento das empresas que nos deram um prazo?, prometeu o presidente. Cerca de 20 mil funcionários deverão participar da greve.A SPTrans informou que o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) será acionado. O objetivo é priorizar os usuários de ônibus nas zonas leste e sul da capital.No final da tarde de ontem, ainda houve a ameaça do sindicato dos metroviários de paralisação geral da categoria.A assembléia durou pouco mais de meia hora e, no fim, ficou decidido que a diretoria atenderia até o dia 27 deste mês três reivindicações: os pagamentos de 10% de risco de vida e também participação de resultados ? que é a divisão dos lucros do metrô ? e também a redução da carga horária de 40 para 36 horas semanais, para funcionários mais antigos.O assessor de imprensa do sindicato, Flaudemir Santana de Abreu, disse que a briga é antiga ? já dura cerca de dois meses. ?Para conseguir os nossos direitos, fomos ao Tribunal Regional do Trabalho e o juiz deu ganho a nosso favor. Os diretores do metrô recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho e ganhamos novamente.?

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