Motoristas de Ribeirão Preto querem aumento, mas não greve

Motoristas e cobradores de ônibus de Ribeirão Preto, 314 quilômetros ao norte de São Paulo, querem reajuste salarial, recusaram a proposta patronal, mas descartam a greve. Isso foi decidido nesta terça-feira, em duas assembléias da categoria.O Sindicato dos Empregados em Transporte Urbano de Ribeirão Preto e Região (Seeturp) vai adotar, na segunda-feira, outras medidas: vai ajuizar o dissídio coletivo (defendendo o seu direito, citando a inflação de 19,36%, pelo INPC, no último ano) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, e fazer pequenas manifestações na região central (rápidas paralisações em protesto contra o índice oferecido pelos patrões e para esclarecer a população).Segundo o presidente do Seeturp, João Henrique Bueno, a categoria quer 22% de reajuste e que o vale-refeição chegue aos R$ 220,00. As três empresas permissionárias (Transcorp, Turb e Rápido D´Oeste) ofereceram 6% de reajuste em maio e 4% em janeiro de 2004, totalizando 10,24%, mas mantendo o vale-refeição em R$ 180,00. O sindicato, que tem 1.053 filiados, dos 1.200 funcionários do setor, não conseguiu a adesão à greve, realizada pela última vez pela categoria há quatro anos."Fica difícil fazer greve geral em Ribeirão Preto, e não queremos ficar nas portas das garagens das empresas, que são particulares", diz Bueno. As pequenas paralisações diárias, segundo ele, vão durar até o julgamento do dissídio pelo TRT.

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