Reynaldo Vasconcelos/Futura Press/AE
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Motoristas e cobradores de ônibus fazem greve no Rio

Sindicato deve manter pelo menos 80% da frota em circulação, diz o Tribunal Regional do Trabalho

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo - Atualizado às 18h45

01 Março 2013 | 08h20

Texto atualizado às 18h40.

 

RIO - A greve de ônibus deflagrada na madrugada desta sexta-feira, em pleno aniversário de 448 anos do Rio de Janeiro, provocou tumultos, filas e congestionamentos na cidade. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, responsável pela paralisação, cerca de 20% dos ônibus circularam.

Durante a madrugada, 60 ônibus que tentavam deixar as garagens foram apedrejados por manifestantes. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores, 95% da categoria aderiu à greve. A cidade conta com 40 mil rodoviários e 9 mil ônibus. O transporte é usado por 3,2 milhões de pessoas (75% da população). O prefeito Eduardo Paes (PMDB) afirmou que as empresas de ônibus serão Punidas.

Uma assembleia promovida à tarde decidiu que a paralisação será mantida por tempo indeterminado. A próxima reunião da categoria será às 18h de segunda-feira. Os trabalhadores exigem aumento salarial de 15%, o fim da dupla função (quando o mesmo funcionário atua como motorista e cobrador), vale-alimentação, cesta básica e plano de saúde. O Rio - Ônibus, sindicato que reúne as empresas de ônibus, oferece 8% de aumento. A pedido da entidade, o Tribunal Regional do Trabalho decidiu que o sindicato dos rodoviários deve manter pelo menos 80% da frota em circulação, sob pena de crime de desobediência e multa diária de R$ 200 mil.

De madrugada, 60 ônibus das empresas Jabour e Pégaso foram apedrejados quando tentavam deixar as garagens. Segundo a Federação de Empresas de Transporte de Passageiros do Rio, um passageiro foi ferido, sem gravidade, por uma pedra lançada pelos grevistas.

Nas principais vias da cidade, como as avenidas Brasil, na zona norte, Presidente Vargas e Francisco Bicalho, no centro, os pontos de ônibus ficaram lotados. Ônibus e vans piratas trafegaram livremente cobrando até R$ 9 pela passagem. O Metrô aumentou o número de trens em circulação, mas houve superlotação. O sistema de integração, que oferece rotas de ônibus por bairros da zona sul, não funcionou.

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