Motoristas e cobradores encerram greve em Campinas; servidores continuam

Motoristas e cobradores de ônibus urbanos de Campinas, 95 quilômetros a noroeste de São Paulo, acataram, no fim da tarde desta terça-feira, proposta das empresas e encerraram a greve, que teve início de madrugada.Segundo a Associação das Empresas de Transportes Urbanos de Campinas (Transurc), apenas 10% dos 4,5 mil funcionários das seis empresas que atuam na cidade, a maioria cobradores, aderiram à paralisação, o que não chegou a prejudicar o transporte de passageiros.Mesmo assim, houve atraso de até uma hora e meia em algumas linhas no período da manhã. O Terminal Central foi fechado pelos grevistas, e os ônibus pararam em ruas próximas. Em média, 300 mil pessoas utilizam ônibus urbanos em Campinasdiariamente. A frota é de 836 carros, que percorrem 190 linhas.A Transurc informou que houve casos de agressão em piquetes grevistas, que resultaram em quatro pessoas feridas: dois cobradores e um motorista, que tentaram resistir à greve, e um passageiro, além de 23 ônibus depredados. O movimento foiencabeçado pelos cobradores.Para resolver o impasse, os empresários se reuniram no início da tarde e optaram por aumentar o piso dos cobradores de R$ 315 para R$ 378 - 20% de reajuste. Já os motoristas tiveram 10% de aumento e o piso foi para R$ 1.003,85. Por outro lado, o aumento de 10% no tíquete alimentação e no Plano de Participação nos Resultados (PPR) foi cancelado.ServidoresApesar da reunião entre o Sindicato de Servidores e a Prefeitura de Campinas, intermediada pela Câmara Municipal, nesta terça à tarde, na Prefeitura, os funcionários públicos optaram por dar continuidade à greve, que já dura 13 dias. Eles querem 30% de reajuste.Na reunião, a prefeitura disse que não tem recursos e propôs discutir aumento apenas em novembro, para a próxima campanha salarial. O sindicato recusou e optou por continuar a paralisação, que, segundo a entidade, atinge 70% dos servidores. No balanço da prefeitura, a adesão é de pouco mais de 20%.

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