Motoristas e Cobradores mantêm ameaça de greve

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo, Edivaldo Santiago, reiterou que a categoria poderá entrar em greve a partir desta terça-feira. De acordo com ele, a negociação com o sindicato patronal (Transurb) está parada. "Estamos mantendo a greve para amanhã. Do ponto de vista econômico, tudo é negociável. Mas o que os empresários estão oferecendo para a gente é muito pouco", diz Santiago.A categoria pede reajuste salarial de 18,5%, mas a oferta inicial do Transurb é de 4%. Na última sexta-feira, o presidente do sindicato patronal, Sérgio Pavani, acenou com a possibilidade de oferecer aumento de até 7,10% - fatia correspondente às perdas inflacionárias. No entanto, nenhuma decisão oficial do Transurb sobre o assunto foi confirmada até agora.Da parte da Prefeitura, também não há novidades em relação às negociações para se evitar a greve. "A prefeita tinha de ter batido na mesa e mandado o Transurb se virar para resolver o problema da cidade", defende Santiago. Em relação ao possível aumento da tarifa, que estaria sendo cogitado pela Prefeitura, o presidente do Sindicato se posicionou de forma contrária. "Sou contra, porque o serviço que prestamos hoje é péssimo e caro", afirmou ele.Pela estratégia programada para amanhã, das 9h às 21h, só 30% da frota deve ser mantida em circulação. Além da paralisação, motoristas e cobradores também planejam liberar as catracas, por duas horas (das 6h às 8h), entre os dias 10 e 14. "Queremos dar prejuízo para eles (empresários). Na época de vagas gordas eles nos dificultaram. Agora nas vacas magras eles também querem nos prejudicar", protestou Santiago, em referência à quantidade de passageiros transportados mensalmente (89 milhões), que caiu praticamente à metade do que o transporte coletivo levava em 94/95 (165 milhões).

Agencia Estado,

07 de maio de 2001 | 11h50

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