Motoristas e cobradores prometem novos protestos em SP

Motoristas e cobradores de São Paulo começam nesta quarta-feira uma série de protestos para cobrar da Prefeitura e dos empresários definições sobre o futuro dos 10.800 funcionários das empresas descredenciadas pela Secretaria dos Transportes.A intenção dos sindicalistas é atrair a simpatia da opinião pública e guardar, como último recurso, uma nova paralisação. "Os empresários vão levar a cidade à greve", disse o presidente do sindicato da categoria, Edivaldo Santiago.Nesta terça-feira, ele se reuniu com empresários e com o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, por quase cinco horas. Nada foi resolvido. Nesta quarta, Edivaldo comanda assembléia para definir como serão as manifestações.A Prefeitura, em nota distribuída à noite, comemorava a normalização das operações na zona leste a partir desta quarta e o reaproveitamento imediato de 3,8 mil empregados. Segundo o texto, um acordo permitirá que as vagas sejam preenchidas em 15 dias. Edivaldo e os empresários, porém, negaram o consenso e deram declarações conflitantes."A proposta dos empresários foi de 1.840 contratações", disse o sindicalista. "Não tem acordo nenhum", afirmou o presidente do sindicato patronal, o Transurb, Sergio Pavani. Para Tatto, não se tratava de acordo, mas de fazer valer o contrato de emergência assinado com os empresários que permanecem no sistema.

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