Motoristas não entenderam desconto em pedágio

No primeiro dia em que entrou em vigor a redução progressiva dos pedágios das Marginais da Rodovia Castelo Branco, em Alphaville, os motoristas mostraram-se desinformados quanto à forma de cobrança da tarifa, antes fixada em R$ 3,50. "Falta divulgação da forma como vão controlar isso", disse o empresário Adriano Fernandes, que mora em Alphaville e utiliza os pedágios diariamente.Os descontos atingem todos os motoristas que utilizarem os pedágios mais de dez vezes ao mês. Quem usa as Marginais 20 vezes, por exemplo, tem desconto de 22%. Neste caso, a tarifa passa a custar R$ 2,73, uma economia de R$ 0,77 sobre o valor do pedágio, de R$ 3,50.Pela nova forma de cobrança, o motorista que passar pelos pedágios 40 vezes ao mês - o que seria possível no caso de quem usa as Marginais diariamente por duas vezes, cinco dias na semana - terá uma redução de 50,2% na tarifa, que passará a custar, em média, R$ 1,74. No mês, a economia pode chegar a R$ 70,40.A redução, entretanto, não agradou nem a quem usa as Marginais diariamente nem a quem passa esporadicamente pelas vias. "Eles deveriam reduzir para todos, porque isso não justifica o valor da tarifa", reclamou o motorista Antonio dos Reis Santos. "É interessante para quem está dentro dessa cota de 40 vezes, mas para quem usa mais ou menos, o benefício acaba sendo mínimo ou nenhum", disse a atriz Carolina Santoro. "O percurso é muito pequeno para se cobrar um pedágio tão caro."São 10 quilômetros. A universitária Carolina França também reclamou da falta de divulgação e do valor da tarifa. "A Viaoeste está dando o desconto para nos forçar a usar os pedágios." O presidente da Viaoeste, Inaro Fontan, reconheceu que faltou divulgação. "Começamos a distribuir as tabelas nos pedágios há três dias, mas as informações estão sendo divulgadas de outras formas", disse.Nesta quinta-feira, integrantes do Movimento Acesso Livre já distribuíram panfletos incentivando o boicote às Marginais. Em alguns locais de Alphaville, há outdoors criticando a Viaoeste. O sistema Sem Parar é outro alvo de reclamação. Para ter o desconto, é necessário instalar o sistema no pára-brisa do veículo. A adesão custa R$ 27,90, e o motorista paga uma taxa mensal de R$ 5,00, além do valor dos pedágios.Entretanto, o pagamento só pode ser feito por cartões de crédito (Mastercard, Diners e American Express) ou débito em conta corrente. "Temos cerca de 15 bancos afiliados, mas queremos ampliar as opções", disse o diretor do Centro de Gestão de Meios de Pagamentos (CGMP), que é responsável pelo Sem Parar, Carlos Alberto Marcelino. O presidente da Viaoeste descarta mudanças no pagamento. "Não temos outra forma de calcular quantas vezes a pessoa passou pelo pedágio", disse.Um ônibus que transportava romeiros colidiu com a traseira de um caminhão carregada de tijolos na madrugada desta quinta-feira no km 80 da Castelo Branco, no sentido interior-capital. Seis passageiros ficaram feridos. O ônibus tinha saído de Maringá (PR) e seguia para o Santuário de Aparecida, no Vale do Paraíba. O motorista Roberto Aparecido Claro disse que não viu o caminhão, que trafegava muito devagar por causa da neblina.

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