Motoristas prometem ato contra Marta

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo promete fazer um grande protesto nesta sexta-feira contra a prefeita Marta Suplicy (PT). A categoria reclama do não pagamento de salários por 58 das 64 empresas existentes na capital. "Ela poderia pelo menos ter resolvido o nosso problema", afirmou o diretor do Conselho Fiscal, Luís Carlos Antônio. Segundo o sindicalista, Marta não estaria cumprindo o termo de compromisso firmado no dia 5. A manifestação terá início às 5 horas, quando motoristas e cobradores pretendem deixar as garagens em direção ao centro da cidade. Por volta das 6 horas, eles prometem estacionar os veículos na frente do Palácio das Indústrias. Em algumas empresas, a ordem é trafegar nos itinerários a uma velocidade máxima de 10 quilômetros por hora. O protesto deve terminar ao meio-dia, se a prefeita fizer alguma proposta para resolver o impasse. Caso isso não aconteça, os sindicalistas prometem deixar os ônibus estacionados no local durante o fim de semana. O termo de compromisso foi firmado com Marta para evitar uma greve em todo o sistema, planejada para o dia 6. Ficou acertado que a Prefeitura intensificaria a fiscalização dos perueiros, faria um acordo para renovação da frota e melhoraria a velocidade nos corredores, além de aumentar as faixas exclusivas. Fixou-se um prazo de seis meses para que as medidas fossem tomadas. Entre os itens do termo não estava o pagamento de salários.Marta chamou o presidente do sindicato, Edivaldo Santiago Silva, e o presidente do Transurb, Sérgio Pavani, para uma reunião de emergência no Palácio das Indústrias. Apenas o secretário dos Transportes, Carlos Zarattini, e Pavani compareceram. O encontro terminou logo depois das 22 horas. O secretário classificou como "estranha" a paralisação prevista para esta sexta-feira. "A Prefeitura repassou R$ 6 milhões", explicou. "O que os empresários receberam nos últimos quatro dias, somando arrecadação de tarifas, o repasse e o subsídio, totalizou R$ 21 milhões. A folha gira em torno disso."O Transurb discorda e alega que a quantia chega a R$ 30 milhões.

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