Motoristas prometem greve a cada novo assalto

Os 985 motoristas e cobradores da Viação Transkuba, que atende 94 mil passageiros em 16 linhas na zona sul, retornaram ao trabalho às 12h30 desta sexta-feira, depois do enterro do motorista Fábio Santos Borges. Eles prometem voltar a cruzar os braços a cada novo assalto a ônibus na região. Eles estavam em greve desde as 3 horas desta quinta-feira, em protesto pela morte do motorista, de 27 anos.Borges foi assassinado por volta das 23 horas do dia 1º, no ponto final da linha 675-A, Parque Santo Antônio-Metrô São Judas. Nesta sexta, a polícia ainda procurava pistas dos assassinos, que levaram R$ 207,20 da cabine onde Borges fazia hora extra como fiscal, segundo o Sindicato dos Condutores.O delegado titular do 92º Distrito Policial, onde o crime foi registrado, Valter Bassoli Carvalho, disse que uma das testemunhas do assalto não reconheceu os suspeitos num álbum de fotografias apresentado pela polícia. ?O cobrador disse que não viu o rosto dos marginais, por isso o reconhecimento fica difícil?, afirmou.RevoltaNa frente da garagem da empresa, entretanto, motoristas e cobradores diziam, em clima de revolta, que os bandidos são conhecidos na região. ?Eles são clientes da casa?, ironizou o motorista Antônio Ribeiro. ?Eles assaltam na guarita mesmo, no ponto final. Terminam de roubar e vão jogar pebolim?, disse outro motorista, Genivaldo Mota dos Santos.Assaltado várias vezes, o motorista Eduardo José da Silva afirmou que o grupo de ladrões é o mesmo. ?Disseram que o alemão que matou o Fábio é o mesmo que me assaltou há 15 dias.?O fato de não haver cofres nos ônibus seria uma falha de segurança apontada pelo delegado. ?Segundo o relato do cobrador, os funcionários são obrigados a ficar com uma grande quantia em dinheiro até o fim do expediente. Em média, são R$ 500,00.?

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