Motoristas rebatem Marta: greve não é política

O presidente do Sindicato dos Condutores de São Paulo, Edivaldo Santiago, negou hoje que a greve da categoria prevista para amanhã é "política e provocadora", como classificou a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT). "A paralisação é uma decisão da categoria. O Paulinho (Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical) é nosso parceiro e, em nenhum momento, está querendo colocar a prefeita contra a parede", afirmou Santiago ao chegar ao Palácio das Indústrias para uma reunião com Marta e com o secretário dos Transportes, Carlos Zarattini.Santiago disse que a reivindicação da categoria é a de reconstruir o transporte urbano na cidade. "O transporte em São Paulo é o pior do País", afirmou. "Se ao menos a cidade tivesse um transporte semelhante ao do Recife, Salvador, Curitiba ou Rio de Janeiro tudo bem falar que a greve era política." Ele afirmou que a categoria está disposta a negociar com a prefeitura. "Viemos aqui ver o que o poder público tem a dizer." O sindicalista afirmou que a categoria vai decidir, durante assembléia na madrugada, se vai acatar a decisão da Justiça e colocar pelo menos 50% da frota nas ruas para que a paralisação não seja total e não prejudique a população.

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