Motoristas temem mais lentidão no trânsito de SP

Tráfego tranqüilo, funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orientando e distribuindo panfletos aos motoristas e barulho de britadeiras. O cenário razoavelmente calmo de ontem à tarde nos três novos trechos interditados da Avenida Cidade Jardim contrasta com as expectativas para hoje, primeiro dia útil após os bloqueios para a construção da passagem de nível sob a Avenida Brigadeiro Faria Lima. Os motoristas temem que o trânsito da região se transforme num caos. Apesar das faixas de orientações e placas da CET indicando os desvios, a sensação é de que o motorista fica "perdido", segundo a publicitária Ana Maria da Veiga. "A região já tem trânsito caótico. Com essas novas sinalizações, parece que estou em um labirinto. Fora o tempo a mais que vou perder." O taxista Alexandre de Souza Lima teme que seu trabalho seja prejudicado. "A maioria dos passageiros não tem paciência. Eles querem chegar o mais rápido possível nos lugares", contou. "Não vai ser fácil. Vou precisar de ´jogo de cintura´." Segundo Alexandre Cruz, proprietário do Posto 13, na esquina da Faria Lima com a Cidade Jardim, as obras provocam outros problemas, além do trânsito e da sujeira. Ele reclamou de assaltos nos pontos de ônibus provisórios. "O ponto da Artur Ramos é exemplo disso. Ladrões se misturam aos passageiros e praticam assaltos. Os moradores estão evitando sair à noite até mesmo para ir a restaurantes localizados na mesma rua." Pelos trechos bloqueados circulam 6.800 veículos por hora: 3.600 no sentido bairro e 3.200 em direção ao centro. As interdições vão durar cinco meses e a passagem deve ficar pronta em novembro. Para amenizar o impacto das interdições e criar os desvios (ver mapa), a CET alterou na quinta-feira a mão de trechos da Alameda Gabriel Monteiro da Silva e das Ruas Seridó, José Gonçalves de Oliveira e Emanuel Kant, que passaram a ter sentido único em direção ao centro. Nas vias alternativas está proibido estacionar. A CET também desativou a Zona Azul nas Ruas Iguatemi, Escócia, Emanuel Kant e Jerônimo da Veiga, e remanejou pontos de táxi. A São Paulo Transporte (SPTrans) alterou o itinerário de 52 linhas de ônibus.

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