Movimento dos sem-teto inicia série de invasões em SP

O movimento dos moradores sem-teto iniciou na noite desta terça-feira, 10, uma série de invasões a imóveis e terrenos da capital paulista e de cidades da Grande São Paulo. Na principal invasão, um grupo de 200 pessoas invadiu, por volta das 23h43, um prédio abandonado do extinto Banco Nacional da Habitação (BNH) na Rua João Guimarães Rosa, próximo à Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. As pessoas tentaram, sem sucesso, arrombar a porta de ferro. A pedido das mulheres do grupo, um vigia permitiu a entrada. No início da ocupação, a líder do movimento Fórum dos Cortiços e Sem-Teto de São Paulo, Verônica Kroll, afirmou que mais 200 pessoas deveriam ir para o local para reforçar. Porém, pouco tempo depois da invasão, a polícia chegou e por volta da 1 hora desta quarta-feira, 11, os policiais entraram no prédio. Os sem-teto desocuparam o edifício sem resistir. Ao deixarem o local, as pessoas aplaudiram os policiais e gritaram "queremos moradia" repetidas vezes. Os ocupantes afirmaram que o problema deles é com o governo federal, e não com a polícia. Cerca de 20 minutos depois da invasão do prédio do centro de São Paulo, um terreno em Parada de Taipas, na zona oeste, foi invadido por outro grupo. Na seqüência, mais dois prédios foram invadidos em Sapopemba e em Caieiras. Integrantes do movimento também montaram acampamento diante da Caixa Econômica Federal da Praça da Sé. Mais invasões No fim da noite, integrantes da União da Luta pelos Cortiços (ULC) preparavam mais invasões a prédios e terrenos vazios da capital paulista. Entre os locais escolhidos para ações estava um imóvel do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Avenida Rangel Pestana, na zona leste. Na região central, a ULC planejava invadir um prédio vazio na Rua Cásper Líbero. A Barra Funda seria palco de outra ocupação, assim como um terreno em São Mateus, também na zona leste. A onda de protestos contra políticas habitacionais começou em Brasília, em frente ao prédio do Ministério das Cidades, onde manifestantes montaram um acampamento para reivindicar mais dinheiro para a construção de casas para a população de baixa renda. Coordenados pela União Nacional por Moradia Popular (UNMP), cerca de 150 movimentos de moradia prometeram mobilizar 100 mil famílias em dez Estados. Texto atualizado à 1h05

Agencia Estado,

11 Abril 2007 | 00h19

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