Movimento na Ponte da Amizade é tranqüilo

Depois de um dia tumultuado na Ponte da Amizade, que liga o Brasil e o Paraguai, nesta sexta-feira, 17, a situação foi tranqüila. Não fosse pelo pouco fluxo de veículos, seria um dia normal. Mas, temerosos de que a fronteira paraguaia pudesse ser novamente fechada, muitos motoristas preferiram não arriscar. Muitos turistas e sacoleiros passaram a pé para fazer as compras em Ciudad del Este.Desde o dia 7, o tráfego vem sendo interrompido com freqüência, em razão de protesto de taxistas, mototaxistas e motoristas de transporte alternativo paraguaios. Eles revoltaram-se com o rigor da fiscalização da Receita Federal brasileira, que tem apreendido veículos com volume de mercadoria que demonstre destinação comercial, o que estaria em desacordo com a legislação do Brasil. Em represália, veículos brasileiros foram parados na fronteira e impedidos de retornar ao País. Nos 11 dias de protesto, a maior tensão aconteceu na quinta-feira, quando várias pessoas encontraram a ponte fechada no lado paraguaio. Quem estava no Paraguai não podia retornar para o Brasil e quem estava do lado de cá não podia ir ao território paraguaio. A revolta dos brasileiros se voltou aos policiais que estavam no local exatamente para evitar confronto. A multidão foi dispersada com tiros de bala de borracha. A promessa é de que a situação permanecerá tranqüila, pelo menos no fim de semana. A Receita Federal já anunciou que continuará com seu trabalho de fazer cumprir a legislação nacional. Segundo a Receita, foram apreendidos 470 veículos desde o início do ano, entre automóveis, caminhões, ônibus, motos, Kombis, vans e caminhonetes brasileiros e paraguaios. Desses, 237 somente no mês de março. No ano passado, foram apreendidos 1.466 veículos.

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