Movimento negro faz ato em São Paulo contra o racismo

O movimento negro de São Paulo realiza vários eventos em São Paulo nesta segunda-feira, 20, Dia Nacional da Consciência Negra. O principal, a Parada Negra, começou por volta do meio-dia na Avenida Paulista e deve reunir cerca de 10 mil pessoas. Até as 11h30, pelo três mil pessoas estavam no local, de acordo com estimativas da Polícia Militar. Entre os grandes objetivos da data está a disseminação de dados que comprovam a dificuldade da comunidade negra em conseguir direitos iguais aos dos brancos. Em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada na semana passada, negros e pardos ganham aproximadamente metade do salário de brancos. De acordo com um estudo do Dieese, também publicado na semana passada, os negros correspondem a 55,3% dos desempregados em seis regiões metropolitanas brasileiras, apesar de representarem apenas 46,6% da população economicamente ativa (PEA) dessas regiões.Os participantes da parada se reúnem no Masp, onde está confirmado um ato com a presença de representantes de diversas religiões de origem africana, e também da comunidade judaica, evangélica e católica.Logo após o encerramento do ato religioso e apresentações sobre a cultura afro - como capoeira, música e dança - os participantes seguirão pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio rumo à Assembléia Legislativa, no bairro do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, na Marcha da Consciência Negra. No local, por volta das 15 horas, lideranças farão discursos.Outros eventosA Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo também realiza vários eventos em comemoração à data. O primeiro será o espetáculo Raízes Negras de São Paulo, sob o comando do maestro Josoé Polia Santiago, no Vale do Anhangabaú, às 18 horas. Na Bela Vista, no Teatro Sérgio Cardoso, será encenada a peça Teatro do Negro para Sempre, às 19 horas. Serão apresentados dois textos de Abdias do Nascimento, ativista do movimento negro. O espetáculo tem entrada gratuita, mas o ingresso tem de ser retirado uma hora antes. Às 20h30, será apresentada a peça A Mulher do Chapéu sobre três negras que convivem há 50 anos. As entradas custam R$ 20.O feriado lembra a morte de Zumbi, em 1695, na Serra da Barriga, Alagoas. Zumbi foi o líder do Quilombo dos Palmares, a maior organização de escravos foragidos na história do País. Matéria atualizada às 12h20

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