Divulgação/União por Moradia Popular
Divulgação/União por Moradia Popular

Movimento por moradia faz passeatas e ocupa prédios em várias capitais

Grupo ocupou saguão de sede do INSS em São Paulo; movimento cobra orçamento previsto para o Minha Casa Minha Vida

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2017 | 13h03

SÃO PAULO - Grupos de militantes sem-teto, convocados pela União por Moradia Popular, promovem uma série de protestos em várias grandes cidades do País nesta quarta-feira, 8. Em São Paulo, centenas de manifestantes percorreram parte da Avenida Paulista e a Rua Augusta no final da manhã, até chegar ao prédio da gerência executiva do Instituto Nacional do Seguro Social (INNS), na Rua Xavier Toledo, no centro da cidade. Parte do grupo ocupou o saguão do edifício.

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As manifestações ocorrem também em Campinas e nas capitais do RJ, DF, RS, MG, BA, PB e PE durante o dia, conforme os organizadores. No Rio de Janeiro e em Porto Alegre, grupos estão em frente a sedes da Caixa Econômica Federal. Em Brasília, a manifestação ocorre no entorno da Catedral da cidade. Em Recife, a Prefeitura foi ocupada.

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Reivindicações. O movimento reúne várias entidades que defendem direitos de sem-teto e sem-terra. A principal reivindicação principal é a recomposição do orçamento para os programas Minha Casa Minha Vida Entidades e Rural, que tiveram corte de cerca de 20% no orçamento apresentado pelo governo Temer.

Os militantes cobram 70 mil novas unidades de habitação no campo e outras 25 mil em cidades, que estão em negociação desde o início do ano. Ainda, protestam contra a reforma da Previdência e redução de direitos trabalhistas, além de outras medidas propostas pelo atual governo.

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