Movimento sem teto ameaça novo Eldorado dos Carajás

Líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) afirmaram que o bloqueio das três rodovias feito na quarta-feira, 25, foi apenas ?um aviso?. Até o próximo dia 7, quando vence o prazo dado pela Justiça para a permanência das 3 mil famílias no acampamento João Cândido, em Itapecerica da Serra, serão feitas operações em seqüência, um período de ?lutas constantes?. Guilherme Castro e Jota Batista, da liderança estadual, afirmam que se não for encontrada uma solução para a invasão, a reintegração de posse poderá se transformar em um ?Eldorado dos Carajás urbano?. A tragédia de Eldorado dos Carajás (PA) ocorreu em 17 de abril de 1996, quando 19 lavradores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) foram mortos em confronto com a polícia. Em carta aberta, movimento explica o bloqueio das três rodovias, e pede o fim dos despejos e das reintegrações judiciais e a criação de um programa habitacional. ?A situação (do acampamento João Cândido) caminha para o despejo, que pode ter conseqüências drásticas?, diz o documento. O acampamento foi montado há pouco mais de um mês, em um terreno de 1,2 milhão de metros quadrados, próximo da Estrada de Itapecerica. Centenas de barracas de lona preta se amontoam nos barrancos do lote, sem luz nem água. Os banheiros e cozinhas são coletivos e improvisados. Há dois meses, dizem Castro e Batista, eles receberam proposta da secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, e da Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional do Estado (CDHU), de criação de um programa habitacional para os moradores do João Cândido. O projeto seria financiado pela União e executado pelo Estado. ?Indicamos vários terrenos para comprarem e construírem as moradias. Há 20 dias, não se dá um passo adiante?, disse Batista.

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 09h38

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.