MP apreende material contendo pedofilia no Rio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apreendeu hoje pelo menos quinze computadores e centenas de disquetes e CDs que continham fotos com cenas pornográficas e de sexo explícito com crianças e adolescentes. Entre os onze locais onde foi encontrado o material pornográfico, está a Biblioteca Nacional, no Centro. A partir de segunda-feira, o MP começará ouvir as pessoas cadastradas nos provedores de Internet e que estão envolvidas no caso. As investigações do MP, denominadas operação ?Catedral Rio II?, duraram dez meses e foram coordenadas pelo procurador-geral de Justiça José Muiños Piñeiro Filho e pelo promotor Romero Lyra da Coordenadoria de Investigações Eletrônicas (CIE), criada especialmente para levantar os crimes na rede eletrônica de computadores. Todo o material apreendido está no Núcleo de Perícias da Polícia Militar, na Sulacap, e será examinado por técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil. Lyra afirmou que a investigação tornou possível estabelecer um perfil dos criminosos que divulgam fotos pornográficas de crianças na Internet. Segundo Lyra, o pedófilo, em geral, é morador da zona sul, de ambos os sexos, tem entre 20 e 35 anos, pertence à classe média e tem bom nível intelectual. "É uma pessoa esclarecida, ciente do que faz. Isto não é um problema mental, mas algo que vem da formação da pessoa, da sua educação. É um desvio de caráter", assinalou Lyra. Uma pessoa condenada pela divulgação de fotos pornográficas de menores pode pegar de 1 a 4 anos de prisão.

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