MP apura agressões a moradores de rua

Sem-teto fizeram ato público, ontem

Adriana Carranca, O Estadao de S.Paulo

29 de julho de 2008 | 00h00

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu uma investigação para apurar denúncias de agressões contra moradores de rua de São Paulo. Ontem, cerca de 200 sem-teto fizeram ato público contra "ações higienistas e agressivas que vêm sendo realizadas pela Prefeitura". Eles acusam, em especial, a Guarda Civil Metropolitana e o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) - inclusive entregaram ao MPE uma foto de um morador de rua que teria sido atingido por jatos d?água de um caminhão-pipa da Prefeitura quando dormia.A Prefeitura negou. "A nossa política não é higienista. Em 3 de julho, quando moradores alegam ter sido abordados na Sé pela polícia, houve assalto na região, por um homem com cobertor na cabeça. Eles (criminosos) fazem isso para se passar por moradores de rua", disse o secretário de Assistência Social, Paulo Sergio de Oliveira e Costa. "Se houve agressão, os responsáveis serão punidos. Somos contra ações arbitrárias." O MPE notificou as autoridades municipais e estaduais e a Associação Viva o Centro, que compõem a aliança para a revitalização do triângulo formado pela Praça da Sé e Largos São Bento e São Francisco - questionada por moradores de rua. "A aliança quer melhorar o serviço público, inclusive a assistência social", disse o superintendente da Associação Viva o Centro, Marco Antônio de Almeida.O promotor Eduardo Dias de Souza Ferreira diz que catadores e camelôs também reclamam que não têm direitos contemplados. "Eles pedem coisas básicas, como banheiros públicos", diz.

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