MP começa a ouvir testemunhas contra cirurgião no DF

A Justiça do Distrito Federal começou a ouvir as testemunhas de acusação contra o médico Marcelo Caron, denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, pelas mortes de duas pacientes após a realização de cirurgias plásticas. Três médicos que atenderam Graziela Murta Oliveira ou Adcélia Martins de Sousa testemunharam no Tribunal do Júri de Taguatinga, além do presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, Fernando Galvão Salina. Outras oito pessoas deverão ser ouvidas em junho. A anestesista Carolina Riberito de Souza, que atuou na cirurgia de lipoaspiração realizada em Adcélia, disse que as complicações surgiram duas horas após o início da operação, com queda de pressão e diminuição de oxigênio no sangue. O diretor do Hospital Anchieta, onde foi realizada a cirurgia, Délcio Rodrigues Pereira, apresentou estatísticas sobre as mortes no estabelecimento e em outros hospitais e concluiu que o índice de óbitos no Anchieta é baixo. Fernando Salina informou que foram abertas duas sindicâncias no CRM para apurar as mortes. O médico da UTI do Hospital Santa Helena, onde Graziela ficou internada por 30 dias, Alexandre Xavier, disse que ela tinha falta de ar, dor forte e bactérias típicas e infecção hospitalar. Xavier afirmou que, nos 30 dias em que a paciente ficou internada, Caron teria feito visitas apenas nas duas primeiras semanas, segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Agencia Estado,

24 de abril de 2002 | 20h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.