Christian Rizzi/Gazeta Do Povo - 15/3/2010
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MP considera inimputável assassino confesso do cartunista Glauco

Procuradora afirma que Cadu é incapaz de entender atos ilícitos devido à 'doença mental'

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo

16 de maio de 2011 | 17h11

CURITIBA - A procuradora da República em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Rhayssa Castro Sanches Rodrigues deu parecer contrário ao julgamento pelo Tribunal do Júri do assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas e do filho dele, Raoni Villas Boas, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, alegando que, "era, ao tempo da ação, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito dos atos e de se determinar de acordo com esse entendimento devido à doença mental." O cartunista foi morto no dia 12 de março de 2010, em Osasco, na Grande São Paulo.

 

Na tentativa de fuga para o Paraguai, Nunes foi detido na Ponte da Amizade, após tentativa de homicídio contra policiais federais. Cadu está, desde o fim do ano passado, internado no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

 

De acordo com a procuradora, a manifestação não quer "desprezar o sofrimento das famílias das vítimas dos atos bárbaros", mas teve como base os "dispositivos legais pertinentes e nas provas dos autos, em especial no laudo pericial, o qual concluiu pela inimputabilidade plena do réu à época dos delitos."

 

A procuradora acentuou ter pedido a aplicação de medida de segurança para Cadu, com internamento em manicômio. "Não significa que, uma vez acolhido pela Justiça o pedido do Ministério Público Federal, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes será colocado em liberdade", salientou.

 

"Pelo contrário, será segregado em manicômio judiciário até que seja capaz de retornar ao convívio em sociedade." A decisão sobre a aceitação ou não do parecer do Ministério Público Federal está a cargo do juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa.

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